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quarta-feira, 27 maio 2026 00:55

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A 22 de maio de 2026, durante a audiência concedida a Sua Eminência Reverendíssima, o Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, o Sumo Pontífice Leão XIV autorizou o referido Dicastério a promulgar alguns decretos, entre os quais o martírio dos Servos de Deus Francisco González de Córdova e de 79 companheiros, sacerdotes, religiosos, seminaristas e fiéis leigos, mortos entre 1936 e 1937, por ódio à fé, no território da diocese de Santander (Espanha), no contexto da mesma perseguição; neste grupo de mártires da Península Ibérica, encontram-se três religiosos carmelitas descalços, a saber: Atanásio do Sagrado Coração (Gregório Aguinagalde Aguirreche), sacerdote professo, Ruperto da Cruz (Ruperto Andueza Larraya), religioso professo, e Maximino da Virgem do Carmelo (Maximino Sáez Martínez), religioso noviço, dos quais apresentamos a seguir breves notas biográficas.

ATANÁCIO DO SAGRADO CORAÇÃO

(Gregório Aguinagalde Aguirreche) Sacerdote professo OCD – Mártir – 1870-1936

Nasceu em Régil (Guipúzcoa) a 12 de março de 1870. Fez a profissão temporária a 27 de junho de 1886 e a perpétua a 30 de junho de 1889. Faleceu em Santander a 30 de dezembro de 1936.

A 27 de dezembro, os emissários «vermelhos» levaram-no da casa onde residia em Santander, depois de a comunidade ter sido expulsa do convento a 13 de agosto de 1936. O P. Atanásio nunca escondeu ser sacerdote e carmelita. Levado da casa, foi preso e ali confessou espontaneamente ser um religioso carmelita e encorajou aqueles que estavam presos com ele. A 30 de dezembro foi levado para fora da prisão juntamente com o P. Arco, um jesuíta, e, tal como aconteceu a outros, supõe-se que tenha sido levado para Cabo Mayor e, após ter sido fuzilado, atirado ao mar.

RUPERTO DA CRUZ

(Ruperto Andueza Larraya) Religioso professo OCD – Mártir – 1897-1936

Nasceu em Garroes (Navarra) a 27 de março de 1897 e fez a profissão temporária a 1 de dezembro de 1926. Faleceu em Santander a 18 de novembro de 1936.

Era sacristão do convento de Santander. Depois de ter sido obrigado a abandonar o convento devido à revolução, foi levado para uma casa. A 17 de novembro de 1936 foi preso pelos milicianos, pois não escondeu ser o sacristão do convento carmelita. Na noite de 18 de novembro, confessou-se com o padre Augusto, também detido ali, e foi levado pelos milicianos. Presume-se que lhe tenha acontecido o mesmo que aos outros: foi fuzilado em Cabo Mayor e atirado ao mar.

MASSIMINO DA VIRGEM DO CARMELO

(Maximino Sáez Martínez) Noviço religioso OCD – Mártir – 1916-1936

Nasceu em Burgos a 16 de dezembro de 1916 e iniciou o noviciado a 20 de novembro de 1935. Faleceu no navio Alfonso Pérez, junto a Santander, a 27 de dezembro de 1936.

Designado por obediência para a residência de Reinosa (Santander), viu-se envolvido no movimento militar de 18 de julho de 1936. Tinha 18 anos. Durante alguns dias, escondeu-se numa casa, mas os proprietários, temendo serem descobertos e, consequentemente, sofrerem represálias, disseram-lhe para procurar outro lugar. Vagou pelas ruas durante quem sabe quanto tempo e foi detido pelos «vermelhos» como suspeito e espião. Foi preso por algum tempo e depois libertado, mas mais tarde foi novamente detido e nunca mais foi libertado, tendo sido levado para Santander e preso no navio Alfonso Pérez. Por ocasião de um bombardeamento pela aviação nacional e em represália, multidões enfurecidas assaltaram o navio a 27 de dezembro de 1936, e ele foi vítima dos tiros dos malfeitores. Tinha 19 anos, recém-cumpridos.

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